
Olá!!
A fadinha está óptima e agora deu em gritar mas mais fininho, daqueles gritos que entram pelos ouvidos que até doi!!
Mas hoje lembrei-me que ainda não tinha falado de um assunto importante e que para quem é mamã pela primeira vez (tal como eu) pode-se tornar um pequenino pesadelo - AMAMENTAÇÃO.
Eu sempre tinha idealizado amamentar em exclusivo a pipoca, queria que ela tivesse o melhor, e esse melhor passava (entre outra coisas) por nos primeiros meses de vida ela beber APENAS do meu rico, nutritivo e protector leite.
Ouvi histórias de dificuldades em amamentar mas durante a gravidez nunca foi um tema com o qual me preocupasse muito, só pedia aos anjinhos lá no céu para ter leite quanto ao resto não me macei a pensar no assunto.
A Fadinha nasceu e passado logo uma horinha lá estava ela, com aquela boquinha pequenina, agarrada à maminha, com toda a força que tinha a beber o néctar que eu tinha para ela.
Tive colostro que chegasse e o leite também apareceu em abundância. Tudo parecia que ía correr às mil e uma maravilhas mas ... ... ...logo no segundo dia já não aguentava com as dores nos mamilos, estavam macerados.
Ainda tentei aguentar, era mamã e tinha que fazer tudo por tudo para dar o melhor à pipoca, mas as dores ficaram tão insuportáveis que à noitinha tive que me render e dar um biberon com suplemento à pequerrucha.
Senti-me a pior mãe do mundo, angustiada, triste, derrotada.
Viemos para casa, e a alimentação da pipoca oscilava entre biberon e a maminha quando os mamilos ficavam melhores (usei muito bepanthene). Todos os dia tentava dar-lhe a maminha, tentava melhorar as posições, tentava que a pega fosse boa, todos os dias tratava uma luta. Sentia-me péssima e a ideia de lhe dar biberon (mesmo sendo com o meu leite) atormentava-me, eu não estava a conseguir fazer o MELHOR pela minha filha.
A verdade é que apesar do sofrimento físico e psicológico, as coisas foram melhorando, e batalha a batalha fui ganhando terreno até que ganhei a luta.
1 mês após a fadinha ter nascido consegui amamentá-la em exclusivo e durou até aos 5 meses e meio. Como: sendo persistente, usando muita pomada, tentando todos os dias, indo experimentando novas posições, criando a ligação mamã/filha (era uma luta nossa), fazendo ouvidos moucos ao que os de fora diziam -"dá-lhe mas é suplemento, o teu leite não deve prestar" - isso não existe!! e MUITO IMPORTANTE vivendo uma mamada de cada vez sem pensar na que vem a seguir.
A todas as mamãs que passam por este problema só posso dizer que se desejam profundamente amamentar em exclusivo mas têm dificuldades, NUNCA DESISTAM pois É POSSÍVEL. Tentem não ficar angustiadas e com calma vão passando cada étapa.
Porém, agora olhando para trás, vi que aprendi uma coisa também muito importante - se não fôr possível amamentar em exclusivo também não é o fim do mundo, o importante é o nosso bébé estar alimentado e ser muito amado, com ou sem maminha.
Beijoca para todas